O que causa, o que não fazer em casa e como o podólogo resolve de vez.
Agendar HorárioQuase todo mundo já teve, e quase todo mundo tentou resolver sozinho — com uma tesourinha, um canto cavado e muita dor. A unha encravada é o motivo número um de visita ao podólogo, e é também o problema em que a tentativa caseira mais atrapalha. Este guia explica por que a unha encrava, como saber se já infeccionou e o que o tratamento profissional faz de diferente.
Unha encravada (o nome técnico é onicocriptose) é a lâmina da unha crescendo contra a pele em vez de por cima dela. A borda perfura a lateral do dedo, o corpo entende aquilo como um corpo estranho e responde com inflamação: dor, inchaço, vermelhidão e, em muitos casos, aquela "carninha" que cresce em volta.
O dedão é o campeão disparado, porque é o que mais recebe pressão do calçado e do peso do corpo ao caminhar.
Dor ao encostar o lençol, latejamento, calor no dedo, pus ou aquele tecido avermelhado que cresce e sangra ao menor toque são sinais de que a inflamação virou infecção. Nesse estágio, o cuidado é imediato — e se houver febre ou a vermelhidão estiver subindo pelo pé, o caminho é o médico, não o salão.
Quem tem diabetes, neuropatia ou circulação comprometida não deve tratar unha encravada em casa em nenhuma hipótese. A sensibilidade reduzida esconde a gravidade, e uma lesão pequena pode evoluir rápido.
Na maior parte dos atendimentos a dor melhora na própria sessão — o incômodo vinha da ponta cravada, não da unha inteira.
Se o problema volta a cada dois ou três meses, tratar só o episódio é enxugar gelo: o formato da unha é que está errado. A podocorreção com órtese ataca a causa — um fio de aço ou uma resina é fixado sobre a lâmina e aplica uma tração suave e contínua, abrindo a curvatura ao longo das semanas.
A órtese é discreta, permite usar sapato e esmalte normalmente e é trocada periodicamente até a unha crescer com a curvatura corrigida. O processo leva meses, porque acompanha o ritmo de crescimento da unha, mas resolve o que a remoção isolada só adia.
Tratamos unha encravada no Espaço Elegance, no Jabaquara, zona sul de São Paulo — remoção do espículo, tratamento da inflamação e órtese para os casos que voltam sempre. Veja o serviço completo em Podologia ou agende direto pelo WhatsApp.
Agendar pelo WhatsAppNão. Enquanto a ponta da unha continuar apontada para dentro, ela segue perfurando a pele conforme cresce. O alívio só vem quando o espículo é removido — e, nos casos que se repetem, quando a curvatura da unha é corrigida.
O procedimento costuma doer menos do que o encravamento em si. A área é trabalhada com instrumentos próprios e a maior parte das pessoas sai da sessão com alívio imediato, porque a ponta que estava cravada foi retirada.
Não funciona. A unha cresce a partir da base, em bloco, e o corte em V no meio da lâmina não muda a direção do crescimento das laterais. É uma crença popular sem efeito.
Reta, acompanhando a ponta do dedo, deixando os cantos visíveis e fora do sulco. Arredonde apenas com a lixa e não deixe a unha mais curta que a polpa do dedo.
Não. Em diabetes a sensibilidade reduzida esconde a gravidade da lesão e a cicatrização é mais lenta, então qualquer corte mal feito vira um risco real. O atendimento deve ser profissional e, havendo sinal de infecção, com avaliação médica.
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